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Animismo em médiuns umbandistas.

Animismo em médiuns umbandistas.

O fenômeno anímico designa a intervenção da própria personalidade do médium nas comunicações, colocando algo de si mesmo nas mensagens transmitidas do plano extrafísico. 

Quando médium e entidade têm afinidade, por laços intelectuais, morais e de caráter, mais fáceis, afinadas e fiéis serão as comunicações. 

O modo de viver do médium e suas atitudes diárias influenciam definitivamente na qualidade da transmissão das mensagens, seja para o bem ou para o mal. Por isso, a Umbanda chama a atenção de seus adeptos para a necessidade da reforma interna.
Para o médium iniciante, mas também para aqueles que já estão na caminhada mediúnica, aconselhamos a não se questionarem sobre serem ou não anímicos, porque o animismo está contido na manifestação. Todos os médiuns passam por um período de insegurança, e ­somente o tempo de trabalho e parceria no mediunismo fará com que adquiram confiança em suas faculdades. 

Assim, durante a incorporação, é preciso fechar os olhos para o externo. A visualização do que está ocorrendo ao redor do médium leva-o a uma distração e ao descuido quanto à sintonia com as entidades. Por isso, ficar de olhos fechados nas incorporações incita o médium a olhar para dentro de si, sentir a aproximação das mesmas, captar sua vibração, deixar-se envolver. Essas são algumas das etapas que compõem o processo mediúnico, cujo resultado trará maior segurança ao trabalhador.

No momento da orientação junto ao consulente, é necessário desligar-se dos problemas, deixar a entidade tomar conta da mente. O médium reconhecerá que está consciente, mas seus pensamentos se mantêm sob o controle de seu guia, que possui o completo domínio da sua psiquê. Portanto, não haverá tempo para formular frases, ou seja, raciocinar. O pensamento da entidade é dinâmico, assim como a transmissão através da palavra falada. Não haverá tempo para pensar no que falar ou em como agir. Devemos apenas ter confiança! 

Os guias, com o tempo do exercício mediúnico, nos deixarão sozinhos nas orientações. O espírito protetor se afastará o suficiente para que possamos orientar sem seu toque fluídico, e teremos a convicção plena de que estamos sob sua ação. Este é um caminho natural. O médium dividirá seu conhecimento, seus dons intelectuais e ­morais com aqueles que deles necessitarem. Assim se completa um trabalho mediúnico de parceria, em que ambos cooperam e crescem.

Mistificação do médium.
Salientamos que a ligação fluídica entre entidade e médium se completa pelo sentimento compactuado ou intenção de propósitos. Por estar em plano diferente, a entidade protetora necessitará rebaixar sua vibração, enquanto o médium deverá elevá-la, completando assim o ajustamento fluídico. 

Quando há uma distorção no teor da mensagem, tornando-a inadequada ao propósito, ou a intenção do médium é diferente da do Guia ou Protetor, este se afasta, por ter mudado a vibração do medianeiro, deixando-o sozinho. Percebendo que não está mais sob amparo do Guia, e mesmo assim continuando a agir como se ele ainda estivesse no comando, engambelando propositalmente os consulentes e demais pessoas, o resultado será uma mistificação.

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